8 de jan. de 2009

Metamorfoses


(Ludimila- 11/01/2007)

Nos adaptamos facilmente a viver em simbiose.
Tanto ficamos juntos que nos tornamos dependentes,
União imprescindível à nossa sobrevivência.
Tanto que de nós nos esquecemos.
E subtraímo-nos a um.

Evoluímos em câmera lenta...
E nos tornamos parasitas
Aproveitando um do outro em dependência de seus corpos
E dividimo-nos em metade de um só.

Caímos para comensais,
Éramos dois distintos nutrindo-nos do resto do outro.
Mas a nada agradável forma de vida
Carecia evolução.

Partimos para o inquilinismo,
A mais desonrada relação que pude manter.
Usar você como suporte pra minha fragilidade.

Tendo em vista evolução fajuta
Nos adaptamos dolorosamente à vida em sociedade.
Onde nos descobrimos dez em dois
E designados a fazer o melhor pra nós mesmos,
Livrando-nos de predar-nos ou competir um com o outro;
estabelecemos a relação interespecífica mais saudável de que se tem conhecimento.

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