Acontece, às vezes, de assistir oitenta e três filmes e meio só pra chorar, rir, se assustar...
Acontece de beber dois litros de conhaque pra esquecer
Também acontece de perder o dinheiro de esquecer nas sessões de terapia
Pode acontecer de se viciar em molho branco no miojo
Talvez sempre aconteça a perda um amor platônico pra si mesmo
Já deve ter acontecido de tudo ficar maçante e nada mais fazer sentido
E, com certeza, aconteceu de pensar na possibilidade de se alistar no exército
É ai que o bicho pega.
Acontece.
O que nem sempre é o que sonhamos, verdade
E com certeza, quando acontece, não é igual.
Mas é aí que o bicho corre.
Talvez exista uma ponte onde o bicho possa se livrar de acontecer
Ou ser livre para que aconteça.
Um exemplo é querer mais do que nunca pular do segundo degrau nos braços de um estranho
Talvez querer completamente o bolo de chocolate, sem pensar na dor de barriga
Querer descobrir coisas novas e mais novas... E deixá-las de lado quando não forem mais novidade
Ter sede da vida com limão, açúcar e gelo.
Querer soltar um pum no meio da reunião
Querer cantar na chuva de terno e gravata
Não querer, também pode significar querer outra coisa
Se você não quer pular no rio, talvez queira admirar quem pule
Ou talvez pescar...
Quem sabe você queira ser um viajante
Até mesmo queira não ser nada
Ou, na pior das hipóteses; casar, ter filhos e trabalhar
Em todas as ocasiões há a possibilidade de virar hippie
QUEIRA, ESCOLHA, ACONTEÇA.
E lembre-se: não seja piegas como essa obra de blog.
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2 comentários:
Gracias! (gostei do textinho piegas.)
muito bom msm lud!
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