
Vai por mim, não é do seu interesse. E você, além de não gostar, sabe como é. Claro que também já escreveu milhões de vezes “por” ou “para” alguma ingrata que te deu nas solas. E ainda deve pensar: “se ela não tiver jogado fora...”. Sei como é, e deve ter doído em você. Antes de ser ingrato comigo, também fui a geladeira. E se te consola ou alimenta ilusões, tenho antigas cartas e presentes guardados. Quem sabe ela também.
O caso é que nada disso tem algo a lhe acrescentar, visto do pressuposto que eu sempre mereci os olhos de vidro e as mãos de pedra. Eu te diverti, e te cansei. E exatamente isso aconteceu nas três (ou quatro) situações as quais me refiro. É sempre assim (claro que digo isso, pois voltei ao estado sólido). Um sempre tem que ser o gelo, e o gelo sempre vai se derreter com algo mais gelado ainda. O que acontece é: diversão, tolerância, amizade e cansaço. Mas não dá pra cansar e só cansar. Existe um critério clichê: explicação. Não é mais necessário.
Quando você era gelo e eu, derretida; éramos um barato! De outro jeito não dá, ficamos a 20 por hora. E no estado liquido, o qual o espertinho se livrou, ficamos dependentes; maleáveis. Mas eu escorri, você me soltou. Talvez tenha virado vapor, tive que chover, molhar. Mas sou gelo de novo. E, vai por mim, nada disso vai mudar. Não diz nada. É que a parte liquida que me escorre insiste em te escrever que eu não ligo mais. E quero que você realmente se derreta por alguém que também se derreta, e se una. Gosto de você depois da chuva e de um jeito saudável, além de não esperar (ou querer) nada de impressionante da sua parte. Só quero que se derreta, ser gelo por tanto tempo não deve ser divertido. Abraços e beijinhos coloridos do ice refrescante que te escreve sem esperar (ou querer) resposta alguma.
O caso é que nada disso tem algo a lhe acrescentar, visto do pressuposto que eu sempre mereci os olhos de vidro e as mãos de pedra. Eu te diverti, e te cansei. E exatamente isso aconteceu nas três (ou quatro) situações as quais me refiro. É sempre assim (claro que digo isso, pois voltei ao estado sólido). Um sempre tem que ser o gelo, e o gelo sempre vai se derreter com algo mais gelado ainda. O que acontece é: diversão, tolerância, amizade e cansaço. Mas não dá pra cansar e só cansar. Existe um critério clichê: explicação. Não é mais necessário.
Quando você era gelo e eu, derretida; éramos um barato! De outro jeito não dá, ficamos a 20 por hora. E no estado liquido, o qual o espertinho se livrou, ficamos dependentes; maleáveis. Mas eu escorri, você me soltou. Talvez tenha virado vapor, tive que chover, molhar. Mas sou gelo de novo. E, vai por mim, nada disso vai mudar. Não diz nada. É que a parte liquida que me escorre insiste em te escrever que eu não ligo mais. E quero que você realmente se derreta por alguém que também se derreta, e se una. Gosto de você depois da chuva e de um jeito saudável, além de não esperar (ou querer) nada de impressionante da sua parte. Só quero que se derreta, ser gelo por tanto tempo não deve ser divertido. Abraços e beijinhos coloridos do ice refrescante que te escreve sem esperar (ou querer) resposta alguma.

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