25 de ago. de 2008

vai-e-vem

Espero-te afrouxar as rédeas da sua vergonha enquanto você se esquiva sem querer fugir. Você está me provocando ao se esconder por receio de se mostrar. Cativando-me. E eu te provoco. Faço uma aposta no sábado à noite; te arranco um sorriso, a roupa e um beijo. Sinto seu cheiro moreno e me enlaço em seus pêlos. Estamos quentes. Fico colorida de morena, à seu tom.
Amanheço ainda com a morena calma que você me deu. Estou tonta e tento desequilibrar o seu safar. Mas você já está são, rangendo dentes. Recua. Estamos mornos de cara amassada. E é morna que fico.
Uso minhas artimanhas para provar de novo a sua cor. Você não procura, não telefona; está ocupado demais preparando o próximo bote. E ao menor sinal recebo uma mensagem de bom dia. Está esquentando, preparando o terreno. E me esquenta. Eu sonho moreno, desejo e entro no jogo. Esse vai-e-vem de espera e fantasia. A atividade criativa de imaginar como você está é o charme do recuar e atacar.
Te deixo, te permito. Você está me provocando e eu caí como uma pata. Faço uma aposta no sábado à noite; te arranco o sorriso, a roupa e o beijo. Sua pele morena de cheiro moreno me enlaça e impreguina, sou morena também.
Os. Então faço uma aposta no sábado à noite, e durmo.

Nenhum comentário: